Como é fabricado/ produzido o oxigênio medicinal?

Antes de explicarmos como se fabrica o oxigênio que utilizamos para fins medicinais, é importante entendermos um pouco mais a composição do ar atmosférico, ou seja, o ar que nós respiramos.

Ao contrário do que tendemos a supor, o nosso ar não é feito somente de oxigênio. O ar atmosférico tem em sua composição muitos elementos, sendo o Nitrogênio (N2) e o Oxigênio (O2) os dois mais abundantes.

Cerca de 78% do ar atmosférico é composto de Nitrogênio, 21% Oxigênio, ou seja, cerca de 99% do ar é composto apenas por estes dois gases. Os outros 1% restantes são compostos pelo Gás Carbônico (CO2), com cerca de 0.03% e por outros gases, que seriam o Argônio (Ar), o Neônio (Ne) o gás Hélio (He), entre outros.

Além destes elementos o ar atmosférico é composto também por vapor de água, partículas de poeira, poluição, microrganismos e pólen.

Agora que entendemos um pouco melhor sobre a composição do ar podemos entender como se produz o oxigênio medicinal, aquele envazamos em cilindros e utilizamos para o tratamento de pacientes em hospitais, clinicas, entre outros.

O equipamento utilizado para este fim é comumente chamado de Planta de Oxigênio ou Usina de Oxigênio. Estas plantas basicamente trabalham resfriando e comprimindo o ar atmosférico a temperaturas muito baixas, cerca de -200 graus Celsius. (para se ter uma ideia de quão baixa é esta temperatura, a água congela a cerca de 0 graus Celsius e nossos freezers domésticos podem chegar até -25 graus Celsius.)

Quando o ar chega a esta temperatura ele já está em estado liquido e então o equipamento começa a, lentamente, aumentar esta temperatura. Cada elemento tem sua temperatura ideal para voltar ao estado gasoso. Ao atingir -196 graus Celsius o Nitrogênio é o primeiro gás liberado, sendo então separado em um tanque.

Quando o ar chega aos -183 graus Celsius o oxigênio é separado da mistura e então armazenado nos tanques de oxigênio. Dos tanques, o oxigênio é então transportado através de carretas e distribuído para empresas que possuem tanques próprios. Estas empresas então realizam o processo de armazenar o oxigênio nos cilindros, aqueles que são posteriormente transportados até o consumidor final, seja um hospital, uma clínica ou a própria residência do usuário.

No Brasil, desde o ano de 2008, através da Resolução 070 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o oxigênio medicinal é considerado um medicamento, devendo então atender a toda a normativa da agência no que se refere à produção, armazenagem, distribuição, fracionamento e demais etapas que o oxigênio passa desde a fabricação até o consumidor final.

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